A Direcção da OCCO considera 2005 como o ano de maior sucesso desde o início da actividade. Com um número de espectáculos constantemente a aumentar, atingindo os 103, a orquestra continua a conquistar novos públicos de todas as idades, em todos os locais onde actuou. Os nossos concertos tornaram-se exemplos de qualidade e de profissionalismo, ganhando a confiança do público, das entidades que nos apoiam e dos próprios músicos que colaboram connosco. Hoje podemos com orgulho afirmar que a nossa orquestra é uma instituição exemplar, cujos espectáculos são procurados e apreciados por todos, como provam as lotações esgotadas que continuamos a ter. Nunca antes a OCCO tinha atingido tão elevado número de solicitações por parte de várias entidades. Aumento dos espectáculos de parceria com as Juntas de Freguesias, duplicação do número das animações para as Escolas do Concelho de Cascais, ciclo de concertos em diferentes pontos do pais e espectáculos comprados por entidades que nos procuraram pela primeira vez, todos estes factos provam que a OCCO se encontra neste momento em excelente forma.
O nível artístico atingido em 2005 deixa-nos extremamente satisfeitos. Com o aumento dos músicos efectivos na orquestra, a nossa produção atingiu uma qualidade tal que coloca a Orquestra de Cascais e Oeiras entre os primeiros do país e numa escala a nível europeu. Esta afirmação é confirmada por todos os que colaboraram connosco durante a temporada. Os elogios dos solistas, os comentários dos críticos musicais e a satisfação dos maestros convidados confirmam o facto da OCCO ser um instrumento bem afinado que se gosta de voltar a ouvir. Em muitos dos concertos, os nossos jovens solistas demonstraram um altíssimo profissionalismo, provando ser acertada a escolha da direcção artística. Só podemos lamentar que, com a diminuição de número dos estagiários provocado pela não atribuição da verba solicitada por parte do Instituto das Artes, no âmbito do concurso plurianual, vimo-nos obrigados a diminuir o ritmo de preparação de futuros membros da orquestra. No segundo semestre, a OCCO geriu com muita atenção a sua temporada e os seus recursos financeiros, atingindo um excelente resultado financeiro no final do ano, graças também ao aumento significativo do número de espectáculos vendidos a outras entidades.
Não podemos deixar de nos congratular com dois momentos de extrema importância para o futuro da OCCO que assistimos em 2005. Em primeiro, em Julho, o espaço concedido pela Câmara Municipal Oeiras, em Linda-a-Velha, para ensaios da orquestra e, em segundo, a notícia da adjudicação das obras da recuperação do edifício no Monte Estoril, como futura sede e escola de música da OCCO, em Dezembro. Estamos prestes a assistir à colocação da primeira pedra deste edifício nos próximos dias. Estes factos provam o empenho das duas autarquias no nosso projecto e a satisfação com o nosso trabalho.
Por último, gostaríamos também de mencionar a colaboração da OCCO com outras entidades envolvendo projectos em conjunto. Pela primeira vez, a OCCO, em conjunto com a Fundação Marquês Pombal, iniciou um ciclo de cursos de aperfeiçoamento de instrumento (sopros e piano). Infelizmente, estes dois cursos não se realizaram devido a falta de um número mínimo de candidatos necessários. Na nossa opinião, a disponibilidade dos artistas convidados coincidiu com as férias dos estudantes, não conseguindo atrair alunos, um facto que lamentamos profundamente pois tratava-se de dois excelentes pedagogos e músicos de reconhecimento internacional.
A OCCO sempre lutou pela diferente forma de trabalhar e desenvolver o seu projecto. Com humildade e persistência, sem falsos e megalómanos projectos, com a constante preocupação com os músicos e outros trabalhadores, estamos a conquistar a confiança de todos, desde o generoso público até aos mais cépticos críticos do nosso projecto. Estamos convictos que, em 2006, ano do seu 10º aniversario, a OCCO terá ainda maiores êxitos em todas as áreas da sua actividade e atingirá ainda maiores sucessos.
Como nos anos anteriores gostaríamos de destacar alguns dos momentos mais altos da Temporada de 2005. Num total de 27 Concertos, 45 Recitais, 28 Animações e 3 Concertos Didácticos, merecem especial atenção os seguintes eventos:
JANEIRO - A convite da Sociedade de S. Vicente de Paulo, realizámos a 18 de Janeiro, no Centro Cultural de Belém (Lisboa), um Concerto de Beneficência, a favor das vítimas do Sudoeste Asiático, contando com a participação da soprano, Ana Paula Russo.
FEVEREIRO Início do “Melodea Ciclo de Música Câmara Portuguesa”, realizado a convite da Fundação Eugénio de Almeida, de Évora, num total de cinco recitais, ao longo de 2005.
MARÇO Em celebração do Advento, apresentámos os já habituais “Concertos de Páscoa” nos dias 18 e 20, respectivamente na Igreja Paroquial de Paço d'Arcos e na Igreja Paroquial de S. Domingos de Rana, contando com a participação da soprano Sandra Medeiros.
Recebemos o convite da C. M. Cascais para participar no "Fórum Ibérico da UNESCO”, sob o tema “Centros Históricos", onde realizámos um recital no dia 4 na Casa de Sta. Maria, na Boca do Inferno em Cascais.
MAIO Em celebração do Dia Mundial dos Museus, 18 de Maio, executámos, no Auditório do Centro Cultural de Cascais, um concerto de homenagem ao compositor Luiz de Freitas Branco, visto, em 2005, celebrar-se o cinquentenário da sua morte.
JUNHO Comemorámos os 50 anos de actividade do Maestro Ivo Cruz, realizando um Concerto-Homenagem a 3 de Junho no Auditório do Centro Cultural de Cascais, cujo repertório incluiu, além de outras, uma obra do compositor Ivo Cruz (pai). Tivemos a participação de vários solistas, nomeadamente de João Vale (piano), Ricardo Mendes (violino), Teresa Cardoso de Meneses (soprano) e Tiago Ivo Cruz (piano).
Os “Concertos Estivais” de 25 e 26 de Junho, respectivamente na Igreja Paroquial de S. Miguel de Queijas e no Auditório do Colégio Marista de Carcavelos, contaram com a participação de vários coros amadores dos Concelhos de Cascais e de Oeiras e dos solistas Ana Manzanila (violino) João Crisóstomo (piano) e Pedro Muñoz (viola)
JULHO O “Concerto de Verão”, realizado ao ar livre na Baía de Cascais, a 9 de Julho, e dirigido pelo Maestro Adam Ferrero, contou com um repertório de música cinematográfica.
Pela décima terceira vez consecutiva, tivemos o prazer de receber o convite da Associação Internacional de Música da Costa do Estoril para participar na 31ª edição do “Festival de Música da Costa do Estoril”, realizando um Concerto no dia 21 de Julho, no Centro Congressos do Estoril.
SETEMBRO O “Concerto de Outono” foi executado com a participação do conceituado pianista Boyan Vodenicharov, dia 23 de Setembro no Auditório do Centro Cultural de Cascais .
OUTUBRO No dia 1 de Outubro, no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, comemorámos o “Dia Mundial da Música” com um recital de repertório exclusivamente português.
Participámos nos quatro espectáculos da Ópera de Marcos de Portugal, “As Damas Trocadas”, realizadas a 14 e 15, no Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras, e a 21 e 22, no Auditório Fernando Lopes-Graça do Parque Palmela, em Cascais.
NOVEMBRO A C. M. Oeiras convidou a OCCO a participar, com um recital de “Música Ibérica”, no “Festival Peninsular de Músicas” que se realizou a 18 de Novembro, no Auditório Municipal Eunice Muñoz.
A convite da Divisão de Bibliotecas e Arquivos da C. M. Cascais, participámos no Recital "Uma Leitura, Um Quadro, Uma Peça Musical", espectáculo inovador e didáctico que juntou diferentes formas de arte, realizado no dia 26 na Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana.
No dia 27, chegámos ao fim do ciclo de Concertos Didácticos “ABC da Música”, todos realizados no Auditório do Centro Cultural de Cascais, que esteve em actividade durante três anos.
DEZEMBRO Celebrámos a época natalícia com dois “Concertos de Natal”, a 16 e 18, respectivamente na Igreja da Escola Salesiana do Estoril e na Igreja da Cartuxa, em Caxias. Nestes dois espectáculos contámos com a participação especial do Coro Gregoriano, do Instituto Gregoriano de Lisboa, e dos solistas Armando Possante (barítono), Elsa Cortez (soprano), Manuel Brás da Costa (contra-tenor) e Marco Alves dos Santos (tenor).
Para finalizar mais uma Temporada, decidimos prestar um pequeno tributo à família de compositores Bach, realizando no dia 17 no Palácio dos Aciprestes, em Linda-a-Velha, o recital “J. S. Bach e Seus Filhos”, cujo repertório incluiu uma peça de cada um dos quatro compositores.
Dezembro / 2005